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Mostrando postagens de Agosto 5, 2016

Foi hoje pela manhã

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Foi hoje pela manhã
(André Anlub - 7/4/12)

Solto os verbos com as rimas
Loucura sob o céu que observa
Fortes são minhas asas que vão ao vento
Fazendo do meu mundo minha quimera.

Sem bússola e sem direção
Emoção no contato com novos povos
Povos com ritmo, sem inadequação...
Que eternizam a ação do tempo.

Nas paredes descascadas das igrejas 
Visíveis imagens do envelhecimento
Desmascaram as pelejas
Nas esquinas religiosas.

Joelhos ao chão em devoção
Entregam-se ao fado hipotético
Aproveito e solto meu canto poético
Afiada e desafinada oração.

Na saída não apago a luz
Entregue ao provável destino
Com estilo de esporte fino
Nos pés um belo bico fino.

Charuto cubano no boca
Fito no horizonte o disparate
Aceno para qualquer boa pessoa
Quero à toa uma guarida.

Volto do meu voo imaginário,
Toquei o belo azul turquesa,
Preservo com idoneidade e clareza
O que ponho no papel da minha vida.

- Quero ouvir a verve gritando
Ao mundo, ao pouco, como louca rara.
Preciso da sua leitura, 
De corpo nu em noite tão escura 
Que nem estrela…

Ótima sexta

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O levantar de cada homem (31/12/13) - Onipresente e quiçá salutar, vagão de um extenso trem - vagando, voando, vergando devagar. Cem promessas e esperanças no ar, do cerimonial que o ano transpassa. Vento e vigor entram pelas ventas e dobram o hipotético Cabo das Tormentas. Ficam tempos de acertos e erros; ficam berros que ecoam em intentos... e na nuvem a premissa do restauro da curva que faz reta uma estrada mais turva. Em seus tronos na zona de conforto, estão otimistas os deuses de todos. Roupas alvas, flores brancas e o sol desbotando as flâmulas. É um novo tempo e a mais nova maquiagem, da engrenagem que a ferrugem não come. A esperança sendo real ou miragem, alivia e traz força no levantar de cada homem.