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Mostrando postagens de Agosto 19, 2016

Cárcere da Criação (Março - 2009)

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Cadê a barba desse 'puto'? 
Cárcere da Criação (Março - 2009)
Na imaginação madura que explode em uma linha Que mesmo velha renasce todos os dias Na solidão insegura... que mesmo a perigo se fortalece com ela Os “zás” das canetas quentes são os “ás” nas mangas frias.
O poeta perpetuado nas ideias e criações Faz de impurezas e mazelas em seu nobre ganha pão. Na mais absoluta certeza do amor que sente na escrita Faz dos sons recitados, iluminadas orações
Absorve do mundo, do dia a dia, histórias e magias Juntando a verdade com o medo da mentira premeditada.
Se sente o moribundo mais vivo, espelho do íntimo de todos Voando em um mundo próprio, se perde e se cobra no nada.
Mundo surreal de ouros e de sobras Fita um objetivo, agradar sem ser o óbvio Por muitas vezes consegue, e vai além, se desdobra.
Sendo valorizado, alimenta seu ego persistente Ovacionado, por vezes preso a criação Se sente em cárcere, viciado e doente Mas no final é o medo, apego, inspiração.

Cárcere da criação II

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Às vezes queremos tanto pertencer a tal coisa, estar dentro de um certo universo, que não percebemos que a porta abre para fora, e teimamos em empurrá-la... quando bastava apenas recuar um pouco, para a porta se abrir facilmente.
Cárcere da criação II (André Anlub®)
Confinado na escrita Vejo-lhe no espelho Vestida, Shanti. Azul turquesa, de beleza pura A Isis e a lua agora todas nuas.
Sou o escriba no porão de um mundo Sou ar puro no pulmão de uma vida.
Monta o rolo, rola a fita Cinema mudo tinha muito que falar. Histórias, memórias Romances e enlaces. Guerras, embates Comédias e glórias.
Nos teatros antigos Nas trincheiras e abrigos Bebedouros de todos os bêbados; Copos cheios, Corpos vazios. Loucos soldados Querendo espaço e apreço.
Confinado na escrita As horas voam Folhas se enchem Ansiedade e alienação.
Com sorte Consorte Sem premunição Sempre.