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Mostrando postagens de Agosto 23, 2016

Ventania...

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Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos (compilação) 
Deu um gole no chá verde gelado e ao descansar a xícara, sorriu; viu-se num lago novamente o guri que um dia brincou com seus sonhos alados. Congelando o momento foi trajando o futuro, luz no fim do túnel do incerto predestinado; no amanhã um apogeu deveras absurdo, é a essência madura que utopicamente nasceu. Viu-se feliz com o viver protegido, viu-se ungido com o suor de mil anjos. Na boca pequena um grandioso sorriso e os ouvidos docemente arranhando violinos de Vivaldi em arranjos; faz-se adulto, pecante e andarilho, com rugas no rosto e prantos arquivados. É trem de carga que não carece de trilhos; abandonou seu abrigo, sem culpas e mágoas. Chegou o tempo das convicções positivas, de amores desatados por mãos limpas e lavadas com o suor da procura. Eis mais um desafio no meio do povo “de andar idêntico”: barba bem-feita, sapato novo e alma nada desnuda. Eis o semblante guerreiro, os filhos na escola, hora da labu…