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Mostrando postagens de Setembro 3, 2016

Inspirado em Neil Gaiman

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Inspirado em Neil Gaiman

Ela não apontou o dedo para ele,
Mesmo havendo um legítimo motivo.
Diz que quem deseja não ser oprimido,
Vai ter que aprender a voar entre nuvens.

Neil Gaiman disse em uma ocasião:
 “Às vezes você acorda e às vezes a queda mata você;
Às vezes quando você cai você voa.” 

Ela pergunta qual o seu cartão de visita...
Supondo que a pessoa não tenha imediatamente uma resposta em mente,
Ou é excesso de qualidades,
Ou a completa falta da mesma.

Ela sussurra que nas duas opções nunca se deve apontar defeitos alheios,
Segue jogando suas pétalas ao ar,
Que com o vento colorem e realçam o caminho de areia.
Nunca, em toda sua vida, seguiu sozinha,
Pois sempre deixa esse rastro ao passar.

Ele também quer deixar sua pista,
Seguir à risca o manual da boa convivência.
Chutará as nádegas da demência,
E tentará deixar um bom aroma nas despedidas.

Se foi um sonho,
De alguma forma foi real...
Pois existiu, mesmo que por alguns minutos,
Na história da sua vida.

André Anlub®

Projeto Poesias Encantadas Tomo X

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Das fadigas
São sete horas da manhã... Despertador a todo vapor Acorda e procura o chinelo...  O cão pegou Foi descalço ao banheiro... Urinou.
Olhou no espelho Leve molhada no cabelo Passou um pente Lavou a cara Escovou os dentes.
Vai à saleta da sala... Liga os dois celulares. Vai à cozinha... Copo de leite e cumbuca. Senta-se à mesa... Cereais com fruta.
São nove da manhã Chegou à labuta Muito trabalho, muito malho Enrola até a hora do almoço.
É meio dia Caminha até a pensão ao lado Hoje não tem nem trocado Pendura novamente o almoço O moço já fica irritado.
São seis da tarde Bate seu ponto de saída Entra na condução que já lota Apertado, um inferno de volta Quebra o ônibus na avenida.
São dez da noite Chega em casa atrasado A vida pra ele é um açoite Cansado, só pensa dormir.
O fardo que tem que cumprir Aos olhos de algum pessimista É um elo que só faz desunir.
Mas ele carrega o lema... Quando sorri e manda uma banana para a vida  A ela se faz recíproca  E dá alento às saídas.
André Anlub

Das borboletas

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Das Borboletas

Ao findar a chuva aparecem os primeiros olhos
Curiosos olhos felizes e esfomeados
Donos dos seus devidos solos.

Com o retornar do astro rei
Insetos retomam voo, formigas voltam ao trabalho.

E as borboletas...

Borboletas sem rumos fazem sombras e voam através dos tempos
Com objetivos incógnitos, vão em coloridos enlouquecidos.
Se vão, como os ventos jamais esquecidos...
São arco-íris vivos, sem agonias ou contratempos.

Borboletas são tão frágeis e enamoradas
Imponência e imanência do majestoso
Com seu voar ébrio desconcertante
Deuses levantam de seus tronos e aplaudem.

Borboletas vão de encontro à perfeição
Trovões se calam e vulcões resfriam-se
No infinito do espaço se faz um silencioso eco
Tão perto da magnitude sem emitir um só som.

Nos anéis de saturno o soturno definha
Amplo brilho se faz ofuscando a vida
Nas suas asas a essência, aquarelas no tom
Tudo isso só visto aos olhos do bom. 

André Anlub®