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Mostrando postagens de Setembro 4, 2016

Folhas Amassadas

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Folhas Amassadas

Toquei a sua face e enxuguei o seu pranto
Limpei seus lábios que mordeu e sangrou
Desfiz as tranças feitas para me salvar...
Descer do nosso castelo em chamas...

O farto fogo que você ateou.

Tudo muito claro, poesia em jogo
Mais uma vez do jeito que almejou
As rimas muito falhas, folhas amassadas
Parecem toalhas sujas que por fim deixou

O vento bate a porta, a torta ficou pronta
A chave cai ao chão, o fogo apagou
Demonstro minha fraqueza, alguém logo me aponta
Procuro em todo canto o que você já achou

Seus dedos tocam minha face de coitado mor
Esnoba-me bem baixinho ao pé do ouvido
Trata-me infeliz como qualquer individuo
Na sua vida sempre sou de ruim a pior

Os poemas saem sujos, magníficos detalhes
Bandeiras perfuradas pelas flechas dos cupidos
Carrancas dos navios, belos entalhes
Guerreiros Nórdicos, não lhe darão ouvidos

André Anlub

Nessa Paz

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É nessa paz

É nessa paz que me entrego
Navego
Desbravo
Envergo
Não quebro.
A paz de batalhas
Conquistas
Navalhas
Equilibristas.
Paz que me atrevo
Arrisco
Arisco
Rabisco
Meu trevo.
É nessa paz que escrevo
O que devo
Vejo
Viso
Piso.
É nessa paz o lampejo
Que ofusca
O fosco
Que se perde
Se busca
São todos
E Eu mesmo.

André Anlub®

Tons Fortes

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Tons Fortes

O amor é tudo, com as devidas exceções
Acredito muito na força da resistência
Com excelência aperto diversas mãos
Com evidência grito minha paixão.

Escuto num tom de surdo e mudo ecos de AMOR
que ao meu coração penetra, finca e entorpece
Disfarço, sussurro seu nome com perfume da flor

Sem dor posso ser a mágica mais perfeita
A que rejeita o perímetro para tudo que provém do interior
E como se não bastasse, quero mais...
Mais dos ardores dos corações que galopam sem rumo.

Quero mais de mim, ultrapassar limites
reservas, sorte ou coisa assim.

Quero mais que querer ou sentir
só sair de mim...

Que me baste a insanidade
de me apaixonar por você
e por mim
sempre e outra vez.

E na tez de tons fortes
Segurança sem frigidez

E não cabendo preconceitos...

Com o desabar de vários muros
A cura dos cortes se fez.

Bia Cunha e André Anlub