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Mostrando postagens de Setembro 6, 2016

Liquidificador da Loucura

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Gosto às vezes de ficar só, só para discutir a relação com a pessoa que mais amo.

Liquidificador da loucura

Sentia-se flutuando no rubro crepúsculo
Como se houvessem douradas asas
Solto ao vento e o corpo em brasa
Como pluma de uma ave rara, sem rumo.

Amor latente ao peito entregue
De frente à porta da felicidade
O jeito que seu orbe teve de dar-lhe presente
O laço que desenlaça na fantasia da alma.

Brilho agudo da aura que passa célere
De horas que passam em segundos
Em lumes no gelo de um tempo absurdo
Reflexo da cara metade em seu próprio espelho.

Quem seria essa merecedora de intenso amor?
Seria o esplendor da gloria conquistada?
Seria a mais briosa enamorada?

Não, não houve procura
Houve sorte e destino
Houve física e química
No liquidificador da loucura.


André Anlub®

Insanidades

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Meu amor bateu de frente
Com seu cheiro de alfazema
Com seu humor de hiena
E interpretação eloquente.

Insanidades

Teria que ter sido pelo menos companheira
Mesmo não cobrando o amor que ela devia
Não importa cargas d’água tenha denegado
Diz que viu duendes, vacas voando, unicórnio alado.

Teria que ter sido pelo menos afeição
Mesmo se nada cobrassem, nem um beijo perspicaz
Nem se o desejo vem ao acaso ter sido esnobado
Meu corpo era seu leito, do seu jeito ao seu agrado.

Teria que ter sido pelo menos sincera
Calada no nosso leito, fechando-se e indo ao sono
Trancada a sete chaves, deixando-me em abandono
Parte da realidade pintada como quimera.

Teria que ter sido pelo menos uma verdade
Sendo personagem da imaginação mais fértil
Viva no papel, nas idéias, um lindo sonho
Que me deixa cancro exposto, frágil e medonho.

André Anlub®

É assim que nós queremos

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É assim que nós queremos
Ela quer respeito... Aquele que desbrava o peito Declarando guerra ao ego.
Se puder eu nego Faço-me de cego Perdido em tiroteio Sem princípio ou meio Mas no fim estaria mentindo.
Sou um doador... De sangue, órgãos e amor Mas doo sem remorso Nesse ofício, os ossos Do ardor desmedido.
Não sei se há culpado Vil escalpe tirado Em longo cabelo negro.
Se há algo colado Em lembranças de tempos Do antigo coração partido.
Não sei se há doença Se há, não queremos a cura Queremos compasso e movimento Sem estabelecer limites Sem opressor e oprimido. 
André Anlub®