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Mostrando postagens de Outubro 28, 2016

Velho reinado do jovem Rei

Vão-se as bússolas, somem os astros...
Letras entornam, espalham, alastram...
E os poetas são norteados pelos rastros.

Velho reinado do jovem Rei

O sorriso para as aves que chegam do infinito;
Novo abrigo para os que preferem vir pelo mar.
Osso para o cachorro ficar, brincar e esconder,
Caneta para escrever, vitimar e tirar cera do ouvido.

A nuvem escura chegou – nuvem prometida;
Traz chuva, traz vida, regando sedentos.
Cá estamos em casa nos embriagando de música;
Braços e pernas presos, agarrados aos instantes,
E “Mutantes” na vitrola dos hiantes amantes.

Nas mãos o punhado de flores colhidas,
Nos vasos o intenso cheiro puro da terra;
O aquário o clichê de peixes dourados,
Adorados por exporem a todos suas vidas.

Quadros amarelados, pelas paredes, espalhados,
Cansados da vida no mesmo cenário;
Atrás deles escondidas, alvas e frias lagartixas,
Devorando todos os insetos devidamente desavisados.

Está tudo certo – absolutamente sob controle:
A vida segue o norte que se deu e que se dá...
Num grande sacolejar…

Declame para Drummond

Imagem
Fernanda Torres- Necrológio dos desiludidos do amor  (Carlos Drummond de Andrade)




Caetano Veloso- Elegia 1938  (Carlos Drummond de Andrade)



"E agora, José?" Do Carlos Drummond, recitado por Paulo Autran