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Mostrando postagens de Novembro 6, 2016

O som do sino (5/9/14)

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O som do sino (5/9/14)
Surge o estalo disso ou daquilo,  Parte “Stalin” com o princípio de um novo; A poesia e a guerra se encontram no inicio, O precipício é o belo corte de adaga. Ser visível é risível, já que se apaga Se ficar retido na essência d’um ovo.
Todos se divertem assim na batalha: As águas rubras surgem regando, passando, Molham os pés e vão subindo aos joelhos; Os coelhos saem das cartolas, Voam sem rumo às cartas da mesa; O público aplaude de pé a beleza E a destreza do mágico mago de Angola. 
A peleja fortaleceu o Bento e a Benta, Amor que abaixa a mão, indo ao resguardo; No apreço que se funde a compaixão Faz do mundo elevação, redesenhado.
Submersos, todos reagem ao afogamento, Já que as águas chegaram à cabeça. Já sem limites, sem distinção, A epiderme torna-se clara ou negra; Sem rodeios, sem interlocução, Vão se os “nãos” e ilumina-se o momento.
Somente só e dó dormente pó, Ser e estar do outro lado.
Das ruinas ergueram-se castelos, Tocaram as nuvens com suas altas torres; Lá em cima não é s…

Indo ao brio

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O amor endossa, emboça e adoça a vida.

Indo ao brio

Pousa para dar pé, pausa para um café;
Asa em construção – voo em atuação;
Ao distante a verve chamando, pois...
Incitante é a vida entoando:

Ela está insatisfeita (sem motivo),
Vive questionando o próprio talento,
Diz que é como um cágado...
Está lenta:
- não consigo agora chegar, ou, talvez, me virar no improviso.

Pausa para ter fé, pousa para outro café;
Pena, papel, ideia e silêncio...
Deixou bem longe a peleja, a amnésia,
A ausência de novo pensamento...
A inércia.

Alçando voo desbancando o frio, cruza o vale e o rio,
Voa com os sãos falcões peregrinos, aves de rapina, 
Sente quão facões na espinha, rasgando a carne e a alma...
A inspiração que lhe ataca, 
Afaga, assanha... e, na manha, a eleva ao brio.

André Anlub®
(6/8/14)