Postagens

Mostrando postagens de Novembro 25, 2016

Espadas da vida

Espadas da vida

Coisas se vão, coisas em vão, 
Casos a mais e a menos...
Coisas são apenas coisas;
Casos são meros momentos.

Ideias às cegas que surgem ligeiras,
Com esse vento quente de dezembro...
Dizendo-nos quais nós desatarmos
Nessa tarde que transborda em asneiras.

Ideias liquefazem-se em fendas,
Como fezes em fraldas;
Como amalgamas em águas;
Não antes de mostrarem-se valer a pena.

No espaço entre as cascas do tempo,
Onde forjam as lâminas; onde não cabe saída.
Enquanto o vento arrasta as folhas secas,
As ideias são postas em prática
Na pragmática e corriqueira corredeira
Que passa com pressa pelas veredas da vida.

Sorrindo e assobiando aos cantos
Nos cantos que os vivos se mostram;
Prostram coisas que não prestam,
Protestam posando de piegas. 

Guerreiros são meros guerreiros
Pois só cabem a eles as declarações:
O que são amores; o que são desilusões.

Duas espadas em batalhas distintas;
Duas espadas que só a imaginação enverga.

André Anlub
(25/11/16)

Bonifrate

Imagem
Chegou a coletânea Sentimentos & Razões da Editora Alternativa! Um livro belíssimo, de super bom gosto! 


Avise-me quando tiver um tempo,
Caso eu não esteja, por favor, deixe recado.
Passo por maus bocados sem a menor notícia sua,
Vivo um grande tormento olhando os velhos retratos.

Bonifrate

Nem imagino por onde é o começo
Quiçá pela dor que corrói em saudade
Nessa idade que se iniciou o apreço
Que migrou para incontrolável vontade.

Decompondo o corpo de bonifrate (brinquedo)
Trazendo a pior das tramas do enredo.

O coração tornou-se ferro e ferrugem
Carecendo do óleo quente da amargura
Talvez o erro de almejar o impossível
Senão a demência de só ver a negrura.

Não tenho mais rotatividade na alma
Velho, meu coração anda torto
E o porto que há muito tempo vazio
Expõe os corais de um amor absorto.

André Anlub®