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Mostrando postagens de Novembro 26, 2016

Espadas da vida

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Espadas da vida
Coisas se vão, coisas em vão,  Casos a mais e a menos... Coisas são apenas coisas; Casos são meros momentos.
Ideias às cegas que surgem ligeiras, Com esse vento quente de dezembro... Dizendo-nos quais nós desatarmos Nessa tarde que transborda em asneiras.
Ideias liquefazem-se em fendas, Como fezes em fraldas; Como amalgamas em águas; Não antes de mostrarem-se valer a pena.
No espaço entre as cascas do tempo, Onde forjam as lâminas; onde não cabe saída. Enquanto o vento arrasta as folhas secas, As ideias são postas em prática Na pragmática e corriqueira corredeira Que passa com pressa pelas veredas da vida.
Sorrindo e assobiando aos cantos Nos cantos que os vivos se mostram; Prostram coisas que não prestam, Protestam posando de piegas. 
Guerreiros são meros guerreiros Pois só cabem a eles as declarações: O que são amores; o que são desilusões.
Duas espadas em batalhas distintas; Duas espadas que só a imaginação enverga.
André Anlub (25/11/16)