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Mostrando postagens de Dezembro 10, 2016

“Bon Vivant”

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“Bon Vivant”

Deitam-se nos leitos de letras
Sob o olhar de um grifo.
Osculam suas grafias,
Afrodite adotada.

Bem tratados, enfastiam,
Criadores que tudo criam.

Poucas são as causas que agarram,
Muitas são suas fantasias.
Se aquecendo no fogo de Nero
Ao som de hinos homéricos.

Ah, mil redes confortáveis,
Sentindo brisa doce na face,
Seguem confortados na vida
Ao tom de uma pressuposta amada.

Governados por algo,
No absoluto, por rosas.

Permeiam no céu com alvoroço,
Rodam pelo Colosso de Rodes.
Passeiam no manuscrito de Virgílio.

André Anlub®

Aquém e além de alguém

Denomino-me um amante inveterado dos bons e velhos jazz e blues.
Gosto dos solos, dos clássicos, dos básicos, dois polos.
Acordei venerando a música,
Peguei a gaita e o jeito
Não fazemos amor há tempos.
Saiu um blues dos pesados
Melodia traçada nessa harmonia:
- rito e reta - meta e mote - fito o mito.

- sem moda - sem fúcsia - filha única.

Aquém e além de alguém

Além do mais a vida avolumou ainda bem mais,
Cartas nutridas de paixão, letras borradas com lágrimas...
A saudade cantava como uma cantora de jazz.

No mais de um faz-de-conta, fez de conta uma paz;
Num céu espaçoso, insosso, a tempestade que chega...
Azul celeste jocoso de um novo amor que apraz.

Horizonte criado, fantasiado à mercê que se perca no seu;
O sorriso, o Sol na frieza e a promessa de uma Lua que aqueça.

O sonho acaba; os lábios fechados; os dentes imergem no breu;
O mundo aguarda; o jazz que se cala; as cartas queimadas na mesa.

André Anlub é escritor, autodidata nas artes, entusiasta pela vida, otimista sem utopia, pessimista sem de…

Árvore de Josué

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Árvore de Josué Isolado no deserto, na sombra da grande árvore de Josué Escrevo alguns singelos rabiscos líricos Com o pensamento em nossa casa, lá, distante Em nossos cães correndo, deselegantes... Vindo de encontro a você.
Por um instante a alma estacionada aqui se eleva - Não há treva nem angústia Sinto meu corpo acompanhando Por dentro de memórias e histórias sublimes.
Sentindo o belo em todos e em tudo Caminhando na chuva por cima de um arco-íris sem cor Surdo para qualquer som absurdo Um banho de chuva e de glória.
Estou no alto e vejo-me pequenino sentado Estendo as mãos e solto um dilúvio de letras  Estas se unem formando versos Eles se casam como uma bola de neve Banham meu corpo deixando-me ainda mais extasiado.
São dois de mim que se completam Ilustrei para expor como me sinto Um porre de absinto de inspiração Banho de chuva, seiva suave, - que salva a todos – no tudo, no corpo, no verão.
André Anlub®