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Mostrando postagens de Dezembro 11, 2016

Verso Vadio

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Verso Vadio
Marçal Filho/André Anlub
Minas/Rio
03/04/12

Meu verso sorriu um riso falso
brincou de ninar a inconseqüência
talvez por clemência desceu a ladeira
sem eira e nem beira criou alternância.

Aos passos ébrios com deselegância
se fez de coitado sem chamar atenção
nessa contramão de portas fechadas
avistou a fonte da casta inspiração.

Então ‘desinventou’ a seriedade
zombou da vaidade só pra divertir
com passos trôpegos fez-se de rogado
e deixou de lado o que queria sentir

Adotou a alcunha de anjo caído
olhos de fogo e essência de desatino
mas mesmo sendo um abandonado menino
ficou grandioso para um bardo estimado.

E a moda agora (mais um pouco)

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E a moda agora (mais um pouco)

A moda que bate e apanha
Não é crise conjugal
Ou uma lá na Espanha
Tudo importante e banal
Falar fino e ser macho
Ou mais um morde fronha
Não é a cura gay
Ou uma nova alcunha
Alisar o cabelo
Ou pintar sua unha
Não é ser feliz por inteiro
Ser infeliz e um pulha
Ninguém decide se posso
Dar ou não o traseiro
Dar ou não o que é nosso
Cavaleiro ou escudeiro 
Ir à merda ou pra rua
Gritar em uma manifestação
Expor seios, ficar nua
Ou com as bolas na mão
Quem pensa que não pecou
Não ouse atirar uma pedra
Mas dar pedrada em irmão
É virar mais um merda
Defender animais
Tornar-se vegano
Criticar policiais
Dizem que o mundo acaba esse ano
Mas esse tal de Nióbio
Criou uma ação confusa
Ninguém sabe que existe
Pra que serve e quem usa
Na atual conjuntura
Não posso esquecer
O mensalão, o trensalão
PT, PSDB
Mas falando a verdade
Sabemos que existem outros mais
Não estou na idade
Pra dizer “tanto faz”
Temos que logo aprender
A ler, ser, ver e ouvir
Descobrir a verdade
Ser verdadeiro e sentir
Não é mais o crack
Quiçá …

Boa noite