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Mostrando postagens de Dezembro 12, 2016

Ótima noite

Always two there are, no more, no less. A master and an apprentice.https://t.co/W2D5Qh6gFSpic.twitter.com/0OO2Xn1XHo — Imgur (@imgur) 13 de dezembro de 2016

Negros Desejos

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Negros Desejos (2010)

Com afinco se afoga em afagos
Declama aos quatro cantos o seu amor
E por esse alguém que não merece
Se ajoelha: assim saem melhor as palavras.

Um momento de fraqueza não define seu caráter
Pois errar além de humano é inevitável.

Desista das investidas!
Pois ela mesma vestida de ouro e brincos de marfim
Despe-se e completamente nua
Se testa e se faz de cúmplice.

Revivendo antigas luas
Amores perdidos e senhores de engenho
Relembrando das ondas tocando seus pés
Trazendo frescor, algas e cobrindo com areia.

Deixando por entre seus dedos...
Pintando sua pele...
Contornando suas veias...
O petróleo rico e podre dos seus desejos.

André Anlub

Amor enfermo

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Imagem: no cantinho tirando onda... mas não enxergando nada sem óculos!
Amor enfermo
Quando por fim chegou a mim Veio de uma forma tão ímpar. Voou alto nas nuvens Uma estrela pariu Desvendou meu enigma.
Simplesmente surgiu Fácil demonstrar o que sinto Mais fácil ainda é fazê-lo crescer. Amor, sentimento infinito Acabou de amadurecer.
Sem meu escudo e armadura Frágil a sua mercê. Submetido a sua postura Ajoelhado com muito prazer.
Lhe amo, lhe quero... “lhe tudo” Sou seu e de ninguém mais. Um ser absoluto Incompreendido jamais.
Faço em você o meu leito O deleite do leite que alimenta. Faço porque lhe quero imensamente Faço; por que me rejeita?
André Anlub®

Olhos azuis de cegos

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Olhos azuis de cegos
Jovem, bonita e mortal Uma crônica cólica romântica pode até ser fatal Mas para corações fracos e desprotegidos Quase todos que há.
Ela deixa o sujeito de quatro, febril e sem norte Clamando pela morte sob o ataque juvenil Em um labirinto do fauno, entregue a própria sorte “A inocência tem um poder que o mal não pode imaginar”.
Quando se alcança uma idade avançada há uma predisposição Uma espécie de paixão pelas coisas mais novas A luxúria de cunho sexual e erótico movido pela imaginação O que foi rima vira verso, o que foi verso torna-se prosa.
O poder da juventude é efêmero e nada discreto Existe o enorme preconceito pelo ultrapassado ou velho A pureza do novo, que ante visível, assim não é mais reta Sinuosa estrada que no final volta ao seu início.
Nas margens do caminho há no limite o precipício O verdadeiro mergulho na vaidade não tem volta ou arrependimento Faz uma vida de angústia, um ímpio no hospício... Que vaga por orifícios das seringas de rejuvenescimento.
Enche com silico…

Por nada não

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Por nada não

Pingos que caem ao chão
Nuvens nublando o tempo que se arrasta
Em um céu total e ampliado...
Amor de irmão
Ouço sons que outrora eram de pássaros
Vejo rastros de coloridos animais
Voando entre suas pernas e braços
Aquecimentos e afeições...
Amor de mãe.
Na infância maravilhosa pulando cordas
Nas bordas das encostas crio asas
Palavras e desculpas inexistem
Bordões escritos em ovos fritos
Suas surdas calúnias de salto alto
Atravessam a avenida em um domingo
Pelos sorrisos de crianças que nunca se perdem
Semblante belo, imponente e irrestrito...
Amor de filho.

André Anlub