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Mostrando postagens de Dezembro 21, 2016

abril em festa

A impressionante explosão em um mercado de fogos de artifício de Tultepec, no México. Há vários mortos e desaparecidos. pic.twitter.com/xtuXUNXq7j — Fotos de fatos (@FotosDeFatos) 21 de dezembro de 2016


Abril em festa 
(poema de André Anlub por Fabio Kerouac)

Abril em festa?
Pela fresta
Infesta o olhar da inveja.
Com a porta semiaberta
Ela observa
Não há mais breja
Não há igreja
Queimou-se a floresta
Abril banal.

Escrevinhador de inteira tigela

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Escrevinhador de inteira tigela (18/04/13)
Não me observo mais em ingênuos instantes Só quando as toalhas molhadas estão em cima da cama. Onde está o meu sonho de morar numa praia distante? - perdeu-se ao preocupar-me com uns pedaços de panos.
Quero parar de procurar meus escritos perdidos E meus livros rasurados que foram jogados à toa. Deixei a paleta sem tinta e o meu colorir sem aquarela. Deixei vazia a panela, não fui pescar na lagoa.
Disfarço e não vejo meus textos sem nexo Nem os sonetos sem rima de um sentimentalismo perplexo. O meu ser já perdeu a transparência intacta Sendo um homem de lata, sem coração nem reflexo.
Enfim, quiçá, eu seja insano escrevinhador, Que às vezes conduz a dor, deixando o amor conservado. Mas naquilo com esmero, um deslumbrado sincero Que tem quentura e frieza no escrever que me presto.
André Anlub®

Dos Carnavais

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Algumas Histórias IX - Dos Carnavais (2012)
Nos idos da década de oitenta recordo-me nada remotamente de um carnaval peculiar. Saímos bem cedo e impetuosos do Rio de Janeiro, éramos cinco no carango, um Chevrolet Marajó, véspera de carnaval em meados de fevereiro. Não pegamos transito, pois saímos numa quinta-feira, fomos a uma fazenda em um município de Minas Gerais, lugar calmo, muito verde, cavalos e cachoeira. De lá, na manhã seguinte, já partimos ao sol nascendo com o objetivo em São João Del Rei. Chegando, e como já conhecíamos a cidade, aproveitando que ainda era dia fomos à caça de um teto, de uma estadia. Tudo andava bem até o instante momento: arrendamos uma casa deveras engraçada, não tinha camas, porém quatro quartos, um banheiro e uma privada; era o único sanitário e ficava bem debaixo do chuveiro, com um teto rebaixado que só se entrava agachado. Mas o mais inusitado estava porvir: a dona criava um porco na área dos fundos; das nossas janelas dos quartos tínhamos a bendit…