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Mostrando postagens de Dezembro 25, 2016

Imoral

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Imoral  (12/3/10)
Dos fascínios de uma única pura sorte, Entrando em uma farta imensidão. Preparando-me para o seu ego absoluto: estou chegando maior que o mundo e menor que a palma de sua mão... quero ser dono da sua alma, do seu coração; um pouco do absurdo de nunca ter tido uma vida pura. Da pureza que lhe é rara e na redundância de minhas palavras, friso-as bem, antes que emudeça. Suga tudo que é de bom de tudo E do seu próprio sangue, mesmo que ralo: - Assim que é falha, assim que é fogo Pois assim na palha, tudo é um jogo. (incendiou a sua casta)
Caminhada perdida e alma penada, Feliz, de encontro ao avesso. Nunca há derrota, pois de certo a merece. Em todos os seus pecados, padece. (Imoral, impura, inquieta, imortal) Uma vida de lama se perpetua, No desdém que sua chama queima, Colecionando paixões às escuras...
Mas sim: “rebus sic stantibus – ‘Om mani padme hum’ – ‘da lama nasce a flor do lótus’".
A religião é descartável? Ou um deus só para chamar de pai? Órfão já na barriga magra, Aquela rai…

No colo quente de Ísis

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No colo quente de Ísis (2/03/13)
A aurora dourada que brilha, Enorme força que guia Canalizando energia Da bondade íntegra e constante. Sem quaisquer variantes E opiniões infligir: Vestindo o pingente de um santo, Com fé encorpando o gigante, Com a pontaria de David. Falha quem pensa que o bem É frágil – pequeno – inseguro; Que teme o invisível e obscuro. Falácias de um João ninguém.
O mal é poder anacrônico, Foi comício de um ser risível; É improvável em almas capazes, Insustentável e inadmissível.
Aspiramos ao poder intocável, Colosso, incorruptível - no osso, na mente, na pele, É aço que a ferrugem não atinge.
Vive ainda mais além que a verdade, Liberdade que constrói o arco-íris. É a hora de olhar no olho de Horus E deitar no colo quente de Ísis.
André Anlub