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Mostrando postagens de Dezembro 26, 2016

Crente de Amor

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Imagem: Eu e uma amiga Píton
Crente de Amor (2010)

Embriagado do sumo do alcatrão que habita em nuvens
Nuvens de imaginação - do cume ao brejo
Sinto o desejo, impregnado em absurdos e concretos
Alcanço as engrenagens de suas carnes e ossos, suas ferrugens.

Me crio e sigo em frente pelo motivo que vicia
Essa arte de estar a sós com você.
Cheiro de incenso, vida, relíquia, sorriso e prazer
Rebento que sacia, somente paz, minha cria nunca em vão

Mais uma vez grito alto
Mesmo sem motivo, mergulho e salto
Das mentiras e falácias, esnobo
Explodo, sou canhão.

Nas verdades que saem de sua boca pintada
Obra de arte do mais talentoso artista
Faz com apenas dois traços o tudo do nada
Deixa em grãos de arroz o caminho, a pista!

Mais uma vez sussurro ao ouvido
Duvido que escute, mas no fundo entende
Sabe que o amor que eu mesmo vomito
É minha fé... absolutamente do ser crente.

André Anlub

Mais um conto urbano

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Imagem: São João Del Rei/MG (a long long time ago)
Mais um conto urbano
O pai passa a mão na cabeça A mãe chamava de neném Vinte anos no documento  Mas doze é o que parece que tem
A palavra de ordem para vida é “não me aborreça” Não ligava para nada e ninguém A palavra de ordem para a farra é “o que vier na cabeça” Achava-se um despótico no harém
Já tinha seu próprio carro Foi caro e ele não mereceu Dos outros gostava de tirar sarro Respeito não existia, se existiu já faleceu.
Ia à praia e puxava seu fumo Sem rumo nunca pensou em trabalhar Seus pés nunca calçaram um coturno Mas uma arma ele conseguiu arrumar
Cometia pequenos assaltos Visava as pessoas que andavam no asfalto Certa vez foi pego em flagrante Mas o sol quadrado não viu nem um instante
Seu pai era um promotor conhecido Convencido de que nada podia acontecer Não sabia com quem seu filho estava envolvido Nem imaginava que um dia poderia morrer
Em certo domingo foram cobrar uma dívida Ele, esperto, fez a mala e pegou a estrada Não queriam dinheiro, quer…