Pérola na Ostra

Pérola na Ostra (2009)

Palavras soltas indo com o vento
São como as ideias que habitam a escuridão
Rebentos que eu mesmo invento
Pura e unicamente classificados de suposição

O julgamento final de minhas ações
Tal qual a palavra que deixei de escrever
São unidas com pensamentos em vão
Que desuniram o mais sincero bem querer.

Perdido em vírgulas, parágrafos e pontos
Jogados em papiros com teclas
Que nascem minhas poesias e contos
Sem luzes, escuridão que renega.

Sublinhado pela tinta de corpo e forma
Letras tortas, curvas e retas
Seguindo manuais, escritos nas normas
Sem destino, puramente, sem regras.

Fecho a ostra, guardo as ideias
Desligo-a de uma tal de ‘tomada’
Milhões de criatividades são centopeias
Que andam e moram dentro do nada.

André Anlub

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