Restrita, sóbria e calma


Restrita, sóbria e calma (2009)

Um voo alto, por dentro e firme
Profundamente no seu semblante
Vou no voo molhado, frio e apertado
Escuro, a um passo do fim do mundo.

Onde almas tristes vagueiam confusas
Entre desenhos, pinturas feitas Picasso
Ao passo de traços conclusos 
O abstrato de várias idéias
Se mesclam ao concreto nos porta-retratos

Habitam os monstros;
Hábitos de convulsões;
Hálito como vulcões;
Há litros de letras espalhadas... 

Na sua vida restrita, sóbria e calma
Com sua estrada limpa e direta
Não cabe a hipocrisia do mundo nosso
Nem muito menos os valores de uma paz incerta

Pois assim continue no seu canto oculto
Adjunto com valores e emoções
Sem poder mostrar-se ao todo e tudo
Sem divulgar sua imaginação

André Anlub

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