A ilha em êxtase


A ilha em êxtase 

E agora, estava mais que na hora, o entusiasmo veio.
No veio de quem somos; no velho clichê de quem deveríamos ser.
O abstrato na tela uma ilha revela o absinto para encarar o abismo;
Na retrospectiva da vida – um bel prazer –, a perplexa perspectiva a nosso ver.

Somos quem somos, e já estava na hora do abrigo de um alento amigo.

Publiquem em letras garrafais: nossa vida é particular...
Mas mostrem o que há de divertido.
Exponham em íntimos ouvidos: quase tudo de todos soa peculiar...
Mas é assim que é para mostrar.

O tempo alcançou o próprio tempo,
Como a cobra comendo seu rabo.
Na frase eu me acabo; no vento você se inventa;
Como a cobra com salada, pimentões e pepinos.

Fecho os olhos e vejo um mar na nossa avenida;
Obro os olhos e vejo que sou um belo peixe...
Tire suas roupas e ao meu lado deite-se;
Deixe-se levar e me leve para sua ilha da vida. 

André Anlub
(13/2/17)

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