Impulso do mundo

Impulso do mundo (4/3/17)

A inquietação da língua fez-me escrever tais aforismos
Em inícios, meios, fins e afins no a fim de espairecer.
Ela, imensa, na mente a imagem intensa do meu bem-querer;
Sou assaz devotado e derrotado, o amor sem dor e egoísmos,
Venceu-me na guerra eterna e benquista da conquista. 

Na efemeridade não há enfermidade que não se queira,
Na gostosa zoeira arteira, o doce mel que derrama em brincadeiras;
Vi-me guri, lisonjeado e acolhido por ser o escolhido,
A flechada do Cupido, o culpado por toda alegria que vivo.

A solidão – agora quieta – não mais me abocanha a alma,
Aguarda calma sabendo que um dia chegará novamente sua vez.
A solidão é solícita para esfriar o corpo e esquentar a saudade,
Que faz sua parte apimentando – à parte – toda relação.

Vejo você no horizonte, o coração se faz fera e acelera,
Encerro minhas palavras, pois tais não são necessárias;
Sossego minha língua – antes convulsa –, reservo aos beijos...
O mundo quase sai de seu eixo, pois é esse amor que o impulsa.

André Anlub

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