Lendas verdadeiras

Lendas verdadeiras

Indo esperto, sendo longe, médio ou perto;
Frio tipo espeto, noite longa de outono.
O cheiro é evidente, o barulho estrondoso,
Faca nos dentes e o corpo solto e impetuoso.

Quem foi e voltou feliz, não se esquece...
O melhor dos melhores é somente reflexo;
Quem é saudoso às vezes se aborrece,
Pois imerge fundo no indiscreto sem nexo.

De certo modo torto anda-se reto (sempre esperto)
Com a mente dormindo, e o ideológico ereto.
A vida é louca varrida, empurrando com a barriga,
Os pés num céu encoberto de uma tempestade vadia.

Tudo firme e fato; tudo filme e teatro;
Nada falso e forca; nada Fausto e diabo;
Nas lendárias escrituras – imaginárias rebeldias,
Perde-se o talento de Goethe, se ganha de jeito à poesia. 

André Anlub
(20/3/17)

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