Das mudanças (releitura)




Das mudanças (releitura) 

Acordei com desejo de tocar-te
Ver teus olhos abrindo devagar... meus baluartes;
Sentir o calor de teus abraços – acalorar do corpo
Beijar tua boca até dar câimbra no maxilar... meu escopo.

Acordei sabendo que laços podem arrebatar
Sendo todos pintores do arco-íris... íris só para enxergar-te;
Responsáveis, loucos motivados... deuses e réus;
Tecemos a seda dos nossos próprios céus.

No mundo que os olhos são quatro,
És minha deusa, sagrada e áurea... pacto;
Tens-me em estendidas palmas... entrega;
Sou uma espécie de servo confesso, podado à rega. 

Acordei mais livre, luvas descalçadas,
Com novos aforismos; com novas alçadas.
Poderei te amar com tenacidade... pela nossa cidade;
Na igualdade e empatia de sermos um só.

Nó cego de vontade própria,
Imprópria a olhos rasos – sem amores;
Vasos que podem até se quebrar,
Mas que refletem o mar e acolhem flores.

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Um Eu qualquer

Tempo de recomeço