Um Eu qualquer



Vogo, envergo, vejo e vivo em excelência quando tu estacionas teu pensar vago na vagabunda vaga da minha essência.

Um Eu qualquer

Me visto à vontade, e em uma culinária delirante me esbaldo;
Desato o laço, galgo espaço, surfo em ondas de rádio;
Me incluo, me desfaço, meu regaço desnudo aos seus braços...
São poliglotas sensações; são cem emoções sem respaldo. 

No alto salto alcanço o lance de imediato;
Entendo o intento profundamente, e passo a filosofar em Alemão.
De antemão nada mais tornar-se-á algo fantástico;
De até então o farto fato é falho no ato.

Um Eu qualquer que se requer em quaisquer situações,
Abundante, quase infinda e bem-vinda tentação... 
Vejo-me em aura clara, calmamente dentro de uma canção:
‘Bennie and the jets’, ou ‘jumping jack flash’, ou só presunção?

André Anlub
(31/1/16)

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