Dos puros ares


Dos puros ares

Te encontrei em um dia frio
no desvio que peguei na vida.
Enfim fechei a penosa ferida 
e a paixão tomou conto do ar.
E esse ar de ingênuo sonhar
penetrou pelas quentes narinas
invadiu meus pulmões, fez inflar
chegando na corrente sanguínea
como um rio que desagua no mar.
Não tem mais vil acordo
e no meu sangue que estanca
acordo da vida vazia
corto a corda da forca fria
e flerto com a flâmula branca.


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