Desjuízo final


Desjuízo final
(Círculo de fogo - faca e ferro no jogo)

A tarde cai e muitos colesteróis sobem
É nobre (talvez esnobe) de se dizer: tudo vai passar!
Sob a luz do tempo, num “time” perfeito, o enfermo se recupera
Numa longa espera até o novo penhasco para pular.

Palidez nas folhas, mas nada importa...
Há o abre e fecha de fechos e de portas
Pessoas em carros, em coros, em choros atravessam ruas
Carcaças, cachaças e almas ficam nuas
E a terra permanece capengamente a girar. 

Renasce a felicidade que grita, e torta sobe pelos ralos
Inspiração que preenche as folhas; rolhas saem dos gargalos...
As garrafas se abrem (elixir) à boca de torneira
Vem tonteira, agonia, ventania feito zoeira.

Dias dos dias para jogarem-se os dados e tudo voltar ao anormal;
“Psicodelia” rasteira, confusão (ultra e extra) mental...
Nenhum sinal de nuvens; nenhuma sensação precoce
Só a espera do coice para um desjuízo final. 

André Anlub
(22/6/17)

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