E foi...

Ele é barco à deriva,
Com pernas já cansadas 
Olhos que veem pouco
A voz que é quase nada.
Mas ainda joga o jogo
Tem asas para o voo
E aposta sempre alto
Num farto salto solto...
Ele pode ser eu
Ser você
E ser todos.

- O que mais a infância deixou-me de saudade
Foi a maneira inventiva de lidar com a vida;
Quando acabava o prazer de comer iogurte
Começava o deleite de falar ao “telefone”.

“O show tem que continuar”
mesmo se a plateia é parca
se o porco de barro está oco
se há cortinas comidas por traças
se o poeta fez pouco.
Sempre haverá saída
pois duas únicas coisas bastam:
o sorriso e o aplauso da pessoa amada
na primeira fila do teatro da vida.

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