Néctar eterno

Néctar eterno

Vem à vista um conjunto de absurdos
Da conjuntura que compõe o mundo;
No salutar suga e cospe da seiva
Há o próprio/impróprio que permeia.

Vem docemente o claro/escuro bem-vindo,
Surgindo aos que arriscam e petiscam essa luta.

Nuvens nuas e magras; pássaro e porco num garbo dia gordo.
Absorto, o corpo nada abstruso; advinda, interioridade florindo.

Absoluta absolvição; entrega total e insana, abalo estratégico;
À cama a chama, ao chão o ser são e ao céu o que é seu e é só.
Há fome de continuar nesse fluxo, do pó ao pó.

Vai toda a aluvião alusiva das línguas vis indispostas,
Antes postas em pedestais; antes replicadoras bestiais.

Ficam as línguas festivas, vestidas de salivas amorosas,
Esputando poesias e rosas, volvendo deleites imortais.

André Anlub - Escritor pela Darda Editora, artista Plástico com
obra no MAC (BA), membro vitalício AACLIG e correspondente de
várias Academias. Prêmios: Personalidade 2013 na ArtPop,
Excelência 2014 na Braslider, Maestro Wilson Fonseca 2015 e Joia de
Destaque na Cultura 2016, ambas ALuBra e Prata da Casa 2017 na
Embaixada da Poesia. Homem que sonha, torce e luta pela
expressiva redução da desigualdade social.

E-mail: andreanlub@hotmail.com
Site: poeteideser.blogspot.com.br

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