Ode a alguém que conheço

É mentira (Ode a alguém que conheço)
– Habitua-se a tudo na vida... Flexibilidade. Quando se habitua com assiduidade dá-se o nome de comodismo.

Ouço aquele antigo e famoso soneto; aquele soneto penoso, faceiro e genioso. Criou um rolo que rola pela rua ao desígnio; sopro do delicado açúcar que soa e sara como seiva na sua nuca.
Vou fingir ressentimento, pirar e respirar o mais fundo possível: vem passando o caminhão do “fumacê”. Faça como fiz: coloque seus espertos óculos espelhados e vire um servo que serve de espelho aos cabelos despenteados dos amigos.
Lá vem ele de novo! - enganou-se o bobo na casca do ovo. Teve tal sujeito sem jeito para quase nada, mas que fez cabana na colina. Colhia taioba e fazia um refogado supimpa. Tal homem babava – bebia sidra e dormia cedo, sonhava muito e muito sorria... era gente boa, boa bica, de boa índole – dependente de sol e insulina. Lá vai ele de novo! - é mentira!

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