Caso à parte




Em terra de faz de contas
Enterram os que ainda curtem
O que fazem os que de galo cantam
E bilhões de propina contam
Dando surra de cinto
- nada sucinta - 
Nos que também não curtem.

Caso à parte (23/7/17)

Sou um curso à parte,
Não sou do tipo que faz faculdade (só a da existência)
E não curte interior de cidade.
Se caso ouvirem o contrário
E comprovarem me vendo na cidade,
É porque mais uma vez
Quis mergulhar em alguma pérfida verdade (minha essência).

Sou um ocaso à parte
O crepúsculo já dormindo no espocado escuro,
Mal explicado, bem humorado, mal e bem desmascarado,
Que prega na conquista pessoal absurda
O que se pisa e prega na sola do pé desnudo.

Sou uma casa à parte
Que abriga a mim mesmo de um jeito farto;
Que dá vivacidade ao meu mundo pesado.
Nos abismos por ande transito devagar,
Fazendo da vida meu doce fardo,
Vou-me levando os planetas nas costas
E em breve estaremos todos de volta ao lar.

Sou um cara à parte
Que parte em busca de sonhos e pesadelos,
Sabendo que a vida também é um mar de rosas:
Violetas, Lírios, Iris, Orquídeas...
Que por fim no alto mar de céu azul e tempestades
Os tubarões famintos da ganancia as devoram.

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