Meu sabadão!

É brincadeira, é zoeira, dá medo das notícias, todas terríveis; tanto crime – morte – roubo. As luzes vermelhas piscam o tempo todo em todo canto em cantos desafinados em todos os lados; há sombras assombrando os escombros nos ombros dos diabos; há o medo de faltar dinheiro, medo do desapego, medo do desemprego, medo do pé no prego e o tal tanto em tão de arrebentar o tendão, quiçá perder o tesão; há o temor de não sentir mais dor, do odor no sovaco, de não guardarem o segredo, do solavanco do vácuo, de quebrar o elo, de faltar gelo pro dedo ou pro uísque ou pro porteiro, e faltar zelo aos filhos na fila do pão; há o medo de carregar a sina ao descobrir no espelho que você é quase mais um homicida, psicopata que abriga no mundo todo a razão... ou ainda pior: é um fiscal de vida, de esmola alheia, da miséria na veia, da velha ou da feia que fogem ao padrão... pois tendo em vista, nessa vil vista – enterra à vista – que o mundo de todos, fora o seu, é em vão..., mas no fundo, pois de fundo entende, acha isso tão normal – tão moda de estação. 


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