Acamada mulher (reabilitada)


Com sabedoria, tempo e muita calma
O mundo estará em suas mãos
Com paz, integridade e humildade
Tornar-se-á muito mais do que aprendiz.

Ser um monge na pura meditação 
Paira o silêncio ao se encontrar
Passeando ao redor do espaço tempo
Sem sequer ter hora para chegar.

Totalmente de bem com sua vida
Sabiamente convida ao vivo o bem
Com sua mente muito bem na vida sã
Para conviver sabiamente com sua vida zen.

Ao som de um pássaro,
Sob a luz do crepúsculo, todos avistam... 
A imaginação levanta voo

E os poemas aterrissam.

Acamada mulher (reabilitada)

O gramofone, uma leitura, novo dia e nova jornada;
Lá esta ela com contra tempos, mas com demasiada calma:
Paciente em recuperação, reabilitação pingando lentamente,
No conta-gotas conta os gritos da existência.

Feito um veneno de serpente (que não se bebe),
Foi fabricado um predicado pela própria vítima.
Com os elos da corrente que aos poucos se quebram,
Já é tarde, mas não tarde demais (sorve a verve).

Riquezas de uma antiga beleza rara
Que se perdeu na memória rala.
Com sua boca bem mais contundente,
Boca que exprime versos e se alimenta em sonhos,
A rosa que um dia se calou e novamente fala.

Santos nomes foram pronunciados,
Nas igrejas, mesquitas e casas santas que passou...
Tugúrios de madeiras, em que se apoiava e derramava o pranto,
E outrora usava para seus nada parcos pecados.

Atualmente coleciona leitura, devora livros...
Se informa; se afoba; se inspira; se ajuda:
As estantes cheias, o coração não é mais vazio...
Cem respostas; jamais sem perguntas,

Não segue mais sucumbido em um calafrio.

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