O gato preto (17/2/12)


O gato preto (17/2/12)

Brusco eu busco por todos os telhados,
Sou seu resguardo, seu gato preto da sorte.
É de morte morrer atropelado;
É de praxe viver rindo da morte.

Arrepiado no encalço dessa gata,
Afio as garras numa estrela próxima.
A resposta para aquela sua carta
Pus no correio... pode fazer uma aposta.

No horizonte olhos brilham de terror,
E com pavor de sete vidas, matemática;
Subo na árvore como quem pega elevador,
Uso o miado – esse é o som da minha temática.

E meu forte pular de lado a lado
É liberdade escolher onde é meu norte.
É de morte morrer atropelado;
É de praxe viver rindo da morte.

Salto bem rápido... bem mais célere que o vento;
Invento caras para conquistar a felina.
Ela me faz viver mais o meu momento,
E com você quero esgotar a minha sina.

É de morte morrer atropelado;
É de praxe viver rindo da morte.


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