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Mostrando postagens de Janeiro 4, 2017

Ótima noite

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Vamos escutar contos das cinco regiões do Brasil? Dia 15/1, às 15h, a Cia. Circo de Trapo conta histórias com a sabedoria e da poesia de diversos povos.

Página: Casa das Rosas

Opa...

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Ísis Americana - A vida e a arte de Sylvia Plath de Carl Rollyson - Mais um para somar a minha coleção de uma poeta enigmática e uma das que mais gosto.
Presente de um amigo que conhece todos os meus segredos, fez comigo todas as viagens que fiz – mentais e corporais; me escuta quando falo, é meu confidente, conhece meus gostos, conhece e aceita meus defeitos, divide comigo os mesmos sonhos e medos e sabe o sentido da vida, mas às vezes pega o caminho contrário só para se divertir. Obrigado, André Anlub, há 46 anos ao meu lado! 

PALAVRAS (Sylvia Plath)

Golpes 
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.

A seiva 
Jorra como pranto, como
Água lutando 
Para repor seu espelho
Sobre a rocha

Que cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
Encontro

Essas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.

(tradução de Ana Cristina César)

Conserta-se o estrago

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Conserta-se o estrago

Em escasso tempo algo mais perto docemente apertou...
Tornou-se o meu Eu, em tudo perto, o que foi assaz longe e mau.
Assim como o bom que para já se multiplica em “bons”,
Tudo acaba junto ao pesadelo do que nunca foi real; e eu sou real.

De minha alma nem sei o que poderia dizer o que condiz;
Acabou acalmando e sancionando o que sempre soube.
Sonhos bons e fatos restaurando estragos que outrora tragaram o tempo...
Me trazem aqui – agora, me fazem rir, me fazem nada fingir...
Ser e sou, estar e estou, adotar o viver que me coube.

Se há pintura para mim; se há postura para mim; podo-me.
O café no fim é o fim... e até que enfim no fim do início estou.
Me sinto e me deixo farto; fiz um pacto ao ver o parto da dor.
Recomeço do tempo de não ter minhas mãos de escultor,
Que não podiam e assim explodiam em não me fazer o que sou.

A monotonia que berrava escondia a luz que nunca veio... falsa luz;
Escuridão e ferida, que não existiam por fora, eram bem-vindas por dentro...
Explodem agora…

Dueto XCV

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Dueto XCV (André Anlub e Rogério Camargo)
Os ecos de versos abruptos e duros martelavam sua ca-beça de forma bárbara e ininterrupta, Como o grito de uma paixão equivocada, trepidando na noite da alma e mudando as estrelas de lugar. Enfastiado e confuso e oprimido sentia-se espremido como num grito um ruído e fosse o planeta sua cabeça. Em torno de que sol girava? Ou só girava, sem sol em torno? Os ritmos agrestes da poesia não feita calavam e ao mesmo tempo nasciam do eclipse exposto aos olhos antes ofus-cados. A elipse das imagens evitava o colapso da (des)inspiração. Buscava chão no céu e encontrava. Assim tudo novamente tornava-se eco. Ou nunca dei-xou de ser, apenas perdeu força? As letras se reagruparam e a poesia se fez em lume presente (visualmente/sonoramente). Era ele nela, era ela nele e a cabeça procurando ponto de apoio onde os pontos de apoio em nada se/a apoiavam. Estavam no tal espaço que carece de gravidade e pede encarecidamente liberdade. É o ponto e a hora de ir ao ponto da …