Postagens

Mostrando postagens de Janeiro 8, 2017

Tema-me

Imagem
Tema-me
Perder a esperança não é bom Há de se armar melhor Não falo só de roupas camufladas Nem armas ou armaduras. A guerra é covarde E a vida é única.
Ouço o grito de Hades Aprisionado no limbo Jogando xadrez com si próprio Com sua maldade sinistra.
Me sente e me olha Pisca, coça o nariz e chora.
Minha foice o assombra Minha sombra foi-se. Estou em pesadelos Em gigantescas tempestades Na não salvação e não zelo.
Sou presença Minha sentença é derradeira E na cachoeira da sorte Sou a seca Sou a morte.
André Anlub®

Dueto XLVII

Dueto XLVII
(Rogerio Camargo e Andre Anlub)

Começou a festa, o batuque aumentou o volume, as dançarinas estavam frenéticas e o tempo ajudou absoluto,
Com suas estrelas firmes, com o céu mais firme que a areia-tablado, com a firmeza da aragem que refrescava as peles,
Com o pulsar do coração do pássaro, com o congelar-descongelar do lago, com o vago inspirar do bardo e seu verso que faz verter a lágrima.
As aves dançavam junto, as nuvens eram rendadas partituras e o som dentro de cada um era um som universal, uni-versando com o bardo num fardo leve e nada breve de um tanto amado dom (que assim o leva até outra dimensão).
Começou a festa que nunca para na sensibilidade em a-las, nas salas e salões amplos como os campos e os mares que o vento beija,
É festa rasteira, mas que voa ao alto; é baderna, bestei-ra, mas coisa ajuizada e mistério, pois eleva a alma sem desprezar o inferno.
Como pode o que não pode caber no que pode? As fitas coloridas girando no corpo nas eletrizadas eletrizantes bailari…