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Mostrando postagens de Janeiro 15, 2017

Livros e livros...

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Depoimento da amiga querida Márcia Brum em 05/01/17 - "Hoje o dia está mais belo, é aniversário de uma linda pessoa que tanto admiro e gosto, querido poetamigo André Anlub. Parabéns por mais um ano de vida! Que seu dia de aniversário seja tão maravilhoso e alegre quanto você! Desejo muitas bençãos, sucesso, saúde e realização dos sonhos. Que Deus te abençoe, proteja e oriente sempre! Parabéns! O aniversário é seu, mas o presente é meu,em ter a sua amizade e ter a honra de ler seus livros. Estou adorando a leitura! Bjsss"

Ótima tarde de domingo!

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(corpo e café – torrados e moídos) Hoje me sinto dentro da melodia “Rio quarenta graus”; mas quarenta só se for na sombra. A aura parece que quer deixar a carcaça e se perder na atmosfera; o sossego berra, a quietude é onipresente, mas “péra”... ouço o tilintar dos dentes, como se fossem lâminas de aço, saboreio a pera e o sumo resseca meus lábios. Meu lema para sair da lama é sorvete de lima-limão e um chá verde gelado. Estão bebendo cafés quando esfriam, vi gente saindo pela rua, pelado. Agora a aura quer ficar no corpo, um bom banho gelado; ao alto as audaciosas asas de Ícaro, há tempos derretidas, agora aparecem em nuvens, desenhadas; vejo o futuro, não vejo sempre muito boa coisa; há decepção, sempre há; há ressurreição, tem que haver; há de aparecer alguma ligeira solução nas poesias sinceras despontadas. Sai da melodia, penetrei no sigilo, já são bem mais de meio dia; entrei entre as almofadas e sorri para a nostalgia.

André Anlub

Palavras Sem Nexo

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Palavras Sem Nexo
Inacreditáveis sorrisos banguelas Discriminado pela aura da alma Sol nascente na penumbra da noite Gato branco na neve se acalma Um grito mudo mais alto no fundo do poço Um esboço da mais feia obra prima Uma rima para recitar no calabouço O osso na boca do cão que fascina Na esquina a água escorrendo na latrina Uma briga que envolve um grande colosso Insuportáveis dias de manhãs escuras Absurdas e volumosas nuvens parecendo algodão O "não" como palavra de ordem nas ruas Nuas, mulheres desfilam em vão Os pigmentos das tintas que pintam o mundo São misturados por Deuses, doentes, imundos e sombrios Sadios ficam os desavisados Armados até os dentes não sentem calafrios O universo se acaba com o verso, com a história A humanidade vira uma montanha de cinzas As palavras sem nexo que trago nessas rimas Vão ser enterradas, erradas, com a nossa memória.
André Anlub