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Mostrando postagens de Janeiro 18, 2017

Na viagem!

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Das incongruências (2012)

Se estiver frio reclama do frio
No calor se sente no inferno
Quando vai à praia sonha com banho de rio
Tudo está contra sua interação.

De um jeito terno, busca consolo e paixão
Vendo os sonhos como eternos objetivos 
Em cores explodindo em sensações multicoloridas
Reclama ser na vida o moribundo mais vivo.

É um ser brioso com demasiada descompostura
E na altura dos fatos nem precisa ser rigoroso
Todos já conhecem seu jeito nativo
É um poeta afetuoso, mas de extrema agrura.

Adora escrever torto com suas linhas certas
Um personagem morto de um Shakespeare atual
Mescla a inspiração como uma vira-lata pura
Fecha-se em ostracismo com as portas abertas.

Das inspirações (2012)

Veio assim de repente como essa brisa gostosa que corta o vale
A lembrança recente que se faz nascente no amor que ainda insiste em você.

Eu, sentada aqui nesse tronco velho de eucalipto...
Os pássaros dando rasantes, bebendo água no lago
Vendo, lá do outro lado, o vento batendo e fazendo no dossel das árvores um b…

É somente mais um dia fantástico

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É somente mais um dia fantástico (8/6/13)
Apaguei o abajur a cama ainda está quente. O sol surgiu ao leste e o sorriso nos teus lábios. Tudo que dizem sobre o amor não é nada, nem um pouco, exagero.
Fiz um peixe assado... aquele, esperto. Coloquei as velas acesas na mesa abri um ótimo vinho e adivinha:  achei frescura, mas tá valendo.
Tem sido poesia que invade e em alarde e envaidecido sigo saciado na tua maestria.
Tragam vozes e resmas. Tragam versos e temas. O meu amor pela praia passeia na orelha uma açucena e o olhar de sereia.
hasteei nossa bandeira com os escritos bem claros arranjos nada raros de um amor que vale a pena.
André Anlub®

Hora ou outra...

E vem...
Os olhos mirando o bloquinho,
Sou zanho, sou zen, sozinho.
Quebrou-se o silêncio,
No barulho do meu copo.
O gelo frenético batendo,
No fino e fanho vidro,
Ao ser mexido pelo dedo.
E vem o convite à escrita...
-- x --
Ontem nem sinal de uma ideia
Mesmo com choro e com vela
Com água que encharcou a janela
Respingou nas minhas pálidas folhas.
-- x --
Os meus sonhos são bucólicos pleonasmos
são os estágios dos amores em nuances
nas andanças são os passos nas estradas
nas errâncias são meus corpos que levantam.
-- x --
O mar me ganha assim:
de jeito, de repente, de encanto.
E mesmo eu envelhecendo
e aos poucos ficando mais longe
o amor e o respeito só aumentam.
É o mesmo que acontece
em relação a vida.
-- x --
O medo pinta o corpo da cor que lhe convém
trata a chama com desdém.
Não deixa mais se aprofundar na fábula
Sobra o raso e alimenta a mágoa.
-- x --
O mestre em yoga
Com a força de vontade ensinou-me o yin-yang;
Agora sei que tudo vai e volta,
Na vida e na verdade (como um bumerangue).
Viver não é uma “suruba” …