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Mostrando postagens de Fevereiro 4, 2017

Inocente e réu

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Inocente e réu (21/12/10)
Andei por caminhos difíceis (sombrios e íngremes) Descobri a esperança e o renovar de cada andança (caridades e crimes) Peregrinando e observando no caminho Pássaros que vão e vem E seus gravetos nos bicos. Lembro-me de outras épocas, Ninhos de cantos e gemidos... vida de baixos e apogeus. Ah! sinto saudade, sinto o perdão que outrora não conhecia. Aprendi durante esses anos vividos A amar e saciar a quem me sacia. Aprendi a doar-me mais e cobrar menos, Ser moderno amando o eterno e ser bom aprendiz. Aprendi a conter minha raiva, ter paciência, Pisar em ovos e passar feliz. Nesse caminho, sob a luz da lua, declamo mansinho os Versos teus...  O vento mexe as margaridas Campos de trigo - minha vida (baú de amigos). Em outra vida devo ter sido rei,  talvez um nobre,  Bobo da corte ou um plebeu. (de nada importa!) Na paisagem de tua janela, de frente ao lago, o pôr do sol. E no crepúsculo, ouvindo os sapos, os violinos, clave de sol. Sinto o toque divino no verde e no azul piscina do c…

Dueto XLII

Sou um cara que corta o sal, curte o sol e tem muito cortisol.

Dueto XLII

Fomos até onde a curva da estrada já não era mais a curva da estrada,
Tornou-se uma nanica quimera desamparada, desejo que foi para o brejo.
Nenhuma vaca atolada (no brejo ou fora dele) poderia contestar: a curva da estrada sumira sem deixar endereço.
Perguntas eram constantes, interrogações que voavam sem rumo, mas havia uma variante: o silêncio inquietante do mais adiante, incógnita gigante.
Algumas bocas falantes – mexeriqueiros que sabem de tudo (até do que não existe), diziam ofegantes em alerta: a curva da estrada não mais existe... tornou-se uma reta.
Perdendo-se no horizonte, perdendo-se no infinito, a es-trada, feito a barca de Caronte, pouco se importava com gritos.
Fomos então até à beira de um abismo, bisbilhotar; ele nos encarou, olhar sedento, olhos de Lince aos quatro ventos.

A curva da estrada não-mais passou a ser a profundida-de do abismo agora-e-sempre; nada mais ficaria exato, claro e no agrado se não…