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Mostrando postagens de Fevereiro 6, 2017

E foi-se

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E foi-se

Explode aqui, explode ali, o silêncio fica acolá
É o cão na viola
Se samba o samba mais doce
Embriaga-se da fonte até o galo cantar.

Deixe abrir a janela que o visual é novo
Serpentinas e música, loucuras para quem quiser ver
No viver e na morte, de sul a norte, quase nada de novo no front
O restante dos escombros esconde o menino do povo.

Meça direitinho para não errarem no reparo
Os cabelos mais longos, o caminhar de novo
O mar a cada dia mais belo na bela história de um náufrago
O calvário de um estorvo é vício de já trouxe amparo.

Nos sons que se fazem agora
A cama fica pronta, o travesseiro mais fofo
Os sonhos desmontam desesperos
A verdade não mais sabe sua hora.

Explode aqui, explode ali, o barulho não é mais ouvido
De tudo que já foi encolhido
Com a vida foi jogado fora.

André Anlub
(6/2/17)

Dueto XLV

Dueto XLV

Hoje resolvi fazer uma “limpa”, jogar coisas fora, doar outras e queimar cartas antigas que já não me dizem mais nada mas insistem em continuar dizendo.
Pensei nos diversos momentos, coisas alegres e as que foram difíceis de superar;
Coisas superadas e difíceis de alegrar; coisas dentro de coisas e fora. Fui erguendo minha montanha e decorando com fauna e flora; fui levantando a bola, redondinha na área, para o futuro vir, mirar e chutar...
Tenho esperança de vibrar com a minha torcida, beijar o escudo de meu time, dar socos no ar. Mas o que acabo vendo me decepciona um pouco; o pouco que busco, o brusco deixou de lado, escondeu... acho que sepultou junto ao legado.
Faço o gol, todavia. Se vai me dar a vitória, a glória de limpar a memória, só o tempo me dirá.
Tento andar na linha, toda vida. Quero o melhor para mim, mas também vou me doar mais e racionalizar.
Racionalizar a doação, não racionar a doação... Tudo aponta para a mesa limpa, o quarto limpo, a casa limpa.
Sempre penso qu…

Dueto XLIV

Dueto XLIV

Um homem, uma mulher, uma criança. O sol no hori-zonte pensa coisas:
Será que o mar quer desaguar no rio, por que as dunas fogem com o vento, o calor sente remorso do frio? Há felicidade na infelicidade, será que a abelha não quer ser flor, será que a flor não quer ser abelha?
Uma criança, uma mulher, um homem. O sol no horizonte conclui coisas. Mas fica com as conclusões para si mesmo; não quer entrar em parafuso, não quer ficar confuso, mudar o fuso do seu tempo, tampouco a fase de ser tudo.
Enquanto ele decide suas coisas, as coisas se decidem. Uma criança, uma mulher, um homem, diante do sol de um horizonte inteiro descobrem que são de uma linhagem, de uma unção verdadeira, que não morre no final da tarde e não nasce nas manhãs corriqueiras.
Tomam-se pelas mãos beijadas por este sol, caminham na direção do horizonte, a fronte erguida como para o que não pode ser visto no chão; sentimentos implodem – explodem – eclodem e a lágrima cai nos cantos dos olhos,
Porque um homem, uma…