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Mostrando postagens de Fevereiro 8, 2017

Do ego

Do ego (30/5/12)

Ele segue altivo, vitorioso e de bela aparência,
Segue muito bom naquilo que gosta e faz;
No seu andar desfila, brilha e transmite paz.

- Mas tudo isso não deixa de ser o que ele pensa.

De superego inflado
Permuta por mais uma dose de ar,
Procura estar onde abonam tapinhas nas costas,
Ignora algumas perguntas, mas sabe as respostas.

- Mas tudo isso continua sendo o que ele pensa

Elogios e afagos (sem dietas) vão lhe alimentar;
No pódio ele quer sempre os três primeiros lugares.

E nos altares... 
(ainda almeja ficar mais elevado).

Ego não tem encanto nem quando é verdadeiro,
Resta a agudeza de se achar beleza e um ser superior;
Tudo se mescla com as empáfias e indelicadezas
E mostra um mendigo buscando ser um pouco amado.

(...) e mesmo depois de tudo isso,
A vida continua sendo o que ele pensa.

André Anlub

Nada consta...

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À francesa (26/1/16)

Assim se diz paixão: ardente e única
Na pluma que cai no silêncio, e aos ouvidos insiste...
Na fleuma fina que com nada se parte
Aparte à parte da razão que inexiste.

Assim se diz mistério: ela e amanhã
Na ação e ressurreição dos sentimentos subtraídos
Atraídos ao sim – ao não, ao tanto – ao pouco
Louco varrido, desgarrado e desvalido – sã.

Assim nada feito: saída singela à francesa
Comida à mesa, sem fome – olhos atentos à cegueira
Sem eira nem beira, novamente entregue ao caminho...
Sem afã, à procura, abraços ao vento – lento redemoinho.

André Anlub