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Mostrando postagens de Fevereiro 22, 2017

O psicopata de si próprio

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Fotos: amigos das antigas (parte II)
O psicopata de si próprio é tão amargo quanto o mundo que o cerca. (Tarde de 21 de junho de 2015)

Eis aqui o sabichão, o homem da hora, o dono não só do pedaço, mas da coisa inteira; detentor de grande imaginação ele pensa ser dono, ou pelo menos conhecer, toda a sua completude. Não sabe que é nada além de um minúsculo, ínfimo e insignificante ponto nessa rua, dentro desse bairro, dentro da cidade... e por ai vai... Mas para não ser prolixo: ele é um naco de necas dentro do universo dentro de universos. O ser além do que é si próprio, enxergando um chifre na cabeça do unicórnio, sente-se maior que o mundo, melhor que o mundo, é dono de tudo e todos. Mas o dia fatídico chega, a manhã que nunca deveria ter ocorrido, e ele abre o visível e precioso espaço vazio, o oco, o eco, o eca, que já iria ser aberto algum dia (com ele morto), e coloca um pequeno cérebro dentro, um resquício de alguma coisa, aquele caroço de feijão ou semente de milho que sai ao de…

A esperança me recebe de pé

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'Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.' - Max Weber
'Os ricos fazem tudo pelos pobres, menos descer de suas costas.' - Tolstoi
'O que é roubar um banco comparado com fundá-lo?' - Bertold Brecht
'O velho mundo agoniza, o novo mundo tarda a nascer, e, nesse claro-escuro, irrompem os monstros.' - Gramsci
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Não se diz ganancioso, apenas não se contenta com pouco; Só não percebeu ainda que também não se contenta com muito.
Dois dos muitos problemas do endeusamento do dinheiro são:  Nascer o ganancioso desenfreado e alimentar o frustrado deprimido.

A esperança me recebe de pé
Na busca pela lucidez, deparei-me com teu farto sorriso, Mesmo que escondido no retrato da folha de papel. Sorri para uma lua de mel num céu limpo, solitário e mudo... E com olhos encharcados de escuro, nada mais pude ver.
Idealizo o beijo largo em sua calma boca; irrealismo é minha alma, sendo louca – pouca – desnuda. Sentindo-me agora uma pluma que sem vento é só o que é, atravess…

Magnificência da obra

A espada é erguida
em algum ponto do planeta.
Logo em seguida
derrama-se a tinta...

Da lança chamada caneta.

Magnificência da obra

Ah! Essa vida provisória...
Mesmo no abismo num cisco,
na simplória história,
deixa-me lisonjeado e extasiado
pela dada oportunidade
– aventura – vitória.
Insano subir e descer de escadas,
abrir e fechar de portas,
corriqueiras correntezas
no desvairo das incertezas, 
desaguam nas represas da esperança.
Mesmo que o tempo seja curto,
que o circuito entre em curto,
a vida é um admirável absurdo
na incansável eternidade da andança.
Deixe o mistério ser sua sombra,
verso amigo, pleno e sobra.
Ninguém nunca saberá tudo,
tampouco um pouco que seja,
sobre a magnificência da obra.

André Anlub