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Mostrando postagens de Março 3, 2017

Aquém e além de alguém

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Aquém e além de alguém

Além do mais a vida avolumou ainda bem mais,
Cartas nutridas de paixão, letras borradas com lágrimas...
A saudade cantava como uma cantora de jazz.

No mais de um faz-de-conta, fez de conta uma paz;
Num céu espaçoso, insosso, a tempestade que chega...
Azul celeste jocoso de um novo amor que apraz.

Horizonte criado, fantasiado à mercê que se perca no seu;
O sorriso, o Sol na frieza e a promessa de uma Lua que aqueça.

O sonho acaba; os lábios fechados; os dentes imergem no breu;
O mundo aguarda; o jazz que se cala; as cartas queimadas na mesa.

André Anlub

Na poesia nascente

Vão-se as bússolas, somem os astros...
Letras entornam, espalham, alastram...
E os poetas são norteados pelos rastros.

Lá no final de tudo, onde o grito é mudo, quem sobrevive é o talento.

Na poesia nascente (15/4/14)

Aquele menino sabido e dono dele e você,
Destemido e escrevendo é capaz de inventar;
Tornar-se-á mais um rugido - gemido - sussurrar
Que vai além do planeta, pois é tudo no bom de escrever.

Aquela luz lá no alto, voracidade do pensamento,
Fez de instrumento a aurora que irá ao fim da noite nascer.
É assim a pegada que marca cada momento,
Dedo que sangra no espinho e sozinho cicatriza no tempo.

Esse moleque:
Fez no sonho um gigante e sonhou em ser amado
Amou como um amante que honra seu tempo acordado.

E o ponteiro vai descendo, vai subindo em pé e deitado...
Cabelos brancos ao vento, e só o eco faz som de menino.
E o mistério jamais quebrado que quebra o enigma do dia seguinte,
Fala aos ouvidos ouvintes, fala aos ouvidos largados:

- Virão até mim navegantes, virão prostitutas e beatas,
Traze…