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Mostrando postagens de Março 21, 2017

Canguru vagabundo no fiofó do mundo

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Canguru vagabundo no fiofó do mundo

Vislumbro ambientes tranquilos e meio a ermo;
E ainda com amigos ou sozinho sinto-me o mesmo.
Há ventania que não me carrega e me agrada,
Há maresia que me liberta e me afaga.

Minha janela deságua num mundo inteiro;
Minha solidão em vão é vista no nada.

Chamam-me em segredo para uma fina festa;
E sem medo usei o meu rabo de lança
Acertei o desabrigo – o inimigo que me resta;
O vi chorar na ponta da lança como criança.

Há fogueiras, zoeiras, intrigas, folguedos;
Esqueci o meu tempo no fundo de uma gaveta,
Pois dar conselho não há ninguém que se atreva,
E dancei com lobos, tolos, deuses e meus medos.

Sou um sujeito feito um feliz canguru:
Carrego uma pochete feito bolsa na cintura;
Gosto de boxe e caminho em pé ao natural;
Tenho um rabo comprido – invisível – vermelho,
E com uma afiada ponta de lança no final.

Sou um sujeito canguru em meus sonhos,
Acordei querendo ser novamente.
A distância criou meu nefasto enredo,
O meu voo levou-me a reconhecer os estanhos.

André Anlub
(2…

Embaixada da Poesia

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Inteiramente a favor de sempre persistir neutro. Até mudar de posição. 
(Madrugada de 15 de maio de 2015 -)

Acho que a era das raspadinhas passou. Ontem fui tentar a sorte e não achei nenhuma à venda. Não, não é trocadilho... Foi real. Cheguei à lotérica e não havia uma raspadinha sequer colada no vidro do caixa ou pendurada na banca de jornal logo em frente. Simplesmente sumiram! – Mas vamos ao que interessa, ou nem tanto... Hoje no trivial banheiro matutino fiquei pensando em quantas estradas escolhemos ao longo de nossas vidas; quantos caminhos dentro dos caminhos, quantos atalhos, ruas desertas, muros altos e baixos tivemos que pular... E os posicionamentos? Alguns rápidos em escolhas difíceis, alguns difíceis em longas escolhas, os lugares que dividimos e amizades que escolhemos ou que escolhem a gente. Algumas escolhas que adotamos nas nossas andadas nessa roda gigante alucinante chamada vida (na verdade está mais para montanha russa) têm implicações eternas, cicatrizes agudas que…

Orbe longínquo

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Ensaio NIF Magazine




Encontra-se num orbe longínquo meu ego prófugo e inútil  degredado pela poesia encalçado pela humildade pois sendo maior de idade bateu em retirada ferido e cansado da vida.
Encontro-te casualmente em um escrito
na lágrima escorrendo no rosto.
Tu não és desgosto
tampouco amor imposto.
Não és, sequer, tempo perdido;
és perfeita inspiração minha
ao longe ou ao longo de um sonho
fruto do meu imaginário ativo.

André Anlub®