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Mostrando postagens de Março 31, 2017

Olho por olho

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Olho por olho, dente por dente
Eles por eles, elas por elas...
Assim o pobre, o rico
O policial, o cidadão, o bandido
O conhecido, o indigente
Os do asfalto, os da favela...
 São inimigos, cegos e banguelas.

André Anlub (31/3/17)

Acontece uma descontrolada mandinga, que o mundo se apega. É doideira querer que o bicho pegue, e ele pega... Agora se espera não mais (nunca mais) sentir o corpo rua abaixo descer.

Agora há o costume de seguir o próprio caminho,

Escolher as pontes e portas e ficar frente a frente com o vendaval, sem o aval alheio, sem olheiro, sem frase feita e sorriso banal.

Falho

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Muitos poetas crescem para dentro numa implosão da alma, como nitroglicerina cálida do pranto em autocombustão... E, por sua vez, na aura o brilho eclode num parto, expõe-se o filho, o fio e o farto, num alto salto muito além dessa concepção.

Falho

Falho se tentar ser coerente
Se o real sentimento vem à tona
Quebra qualquer elo de corrente
Fagulha que se transforma em vulcão.

Falho se falsificar emoção
Escrito nas estrelas e na testa
Falácia que grita sem noção
A verdade é sempre o que resta.

Falho se não doar meu total afago
Cito as mentes balzaquianas
Tendo experimentado o amargo
São novas “Amélias e Joanas”.

Falho se achar que nunca falho
Pois sou de carne e de osso
Emoção acima do pescoço

E o coração aberto com um talho.

André Anlub