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Mostrando postagens de Abril 6, 2017

Pegadas do mar

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Pegadas do mar

O mar bate, volta, se revolta e descansa...
Banha a criança, o idoso, o jovem, a moça... É dança!

O mar crê que ficar agitado é dar espaço a outras existências.
Bondoso, bravio, carrega a lua e navios, sua completude tem força.

As águas felizes que molham e salgam as essências.
Onde o mergulhão dá seu beijo da vez,
onde o mergulhador contempla o salão... É dança!

Sendo então uma força o mais imponente
enquanto o surfista – em desafio – sem piedade rasga sua tez.

O mar segue e seguimos o seu puro ser para sermos.
Longe ou perto conectados na vivas memória e fragrância...
Bate a vontade de constituirmos parte da sua história.
Tudo no fato do seu infinito viver para assim vivermos... É dança!

O mar me ganha assim: de jeito, de repente, de encanto.
E mesmo eu envelhecendo e aos poucos ficando mais longe,
o amor e o respeito só aumentam.

É o mesmo que acontece em relação à vida.


Ótima noite aos amigos

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Ando com ideias antigas 
de modernizar meus conceitos.
No fundo, são adágios superados...
Há tempos que tenho a teimosia 
de querer ser atualizado.


Na trilha do som e do cheiro, 
entre outros planejes, 
já havia o longo tempo de um asilo 
- E saiu, enfrentou, 
nisso e naquilo foi certeiro.


Brisa que abre o portão 
vem do vai e vem das ondas, 
ultrapassando o varal, 
acalentando as roupas; 
moveu o barco pesqueiro, 
mudou de lugar uma duna, 
fez levitar uma pluma 
e dispersou o nevoeiro; 
brisa gélida de inverno 
alegrou o dente de leão, 
soprou ao rosto, 
encheu o pulmão; 
e nas manhãs corriqueiras 
espalhou o aroma do pão.