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Mostrando postagens de Abril 15, 2017

Do jeito que sei

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Do jeito que sei
Chegou rasgando o vento, o verbo e o tempo; Pisou com vontade na ambiguidade do arremedo. Iniciou-se a jornada em misto de loucura e verdade, Convulsão que já vem tarde, bem à tarde; Vaidade em alarde – acréscimo do desígnio, Em um signo de lua, sombra, luz e medo.
Eis um Zé alguém que espera muito, Mas nunca em sofreguidão e solidão; O tempo espera calmo e espera junto... E juntos, na janela da alma, são elas por elas.
O Zé alguém nasce e morre aos poucos, Mas mesmo aos poucos e aos porcos, no adjunto, O tempo não nasce e morre junto... Sobram muitos segundos para jogarem as pérolas.
Agora esse tempo parte rasgando as cartas de amor, Pisando nas pegadas e nas palavras piegas que deixei; Segue negritando e sublinhando os doentes dias de dor, Dando de ombros, sem hombridade, do jeito que só eu sei.
André Anlub
(15/4/17)