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Mostrando postagens de Maio 28, 2017

Pérola na Ostra

Pérola na Ostra (29/6/12)

Palavras soltas, indo com o vento
São como as idéias que habitam a escuridão
Rebentos que eu mesmo invento
Pura e unicamente classificados de suposição

O julgamento final de minhas ações
Tal qual as palavras que deixei de escrever
São unidas com pensamentos em vão
Que desuniram o mais sincero bem querer.

Perdido em vírgulas, parágrafos e pontos
Jogados em papiros com teclas
Que nascem minhas poesias e contos
Sem luzes, escuridão que renega.

Sublinhado pela tinta de corpo e forma
Letras tortas, curvas e retas
Seguindo manuais, escritos nas normas
Sem destino, puramente, sem regras.

Fecho a ostra, guardo as idéias
Desligo-a de uma tal de tomada
Milhões de criatividades são centopeias
Que andam e moram dentro do nada.

Das fagulhas

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Das fagulhas (27/05/17)
As fagulhas da vida acendem as fogueiras mais esquecidas Aquelas que pareciam extintas renascem reabrindo feridas. Com o andar certeiro e sereno atravessa-se a estreita ponte; Olhos firmes através do nevoeiro e nas mãos um livro de poesias.
Dentes que querem morder; Pesadelos que querem morrer; Os músculos não são minúsculos; Ainda resta muita coisa a fazer: Sinto e conto os segundos...
Estabelecido os limites, os lamentos derramam-se aos litros; Criando inícios, possíveis meios e novos fins. Há enfim o vulcão que explode por dentro e queima por fora... Foi-se a aurora: Põem-se ao por do sol as sublimes asas... 
Tempos de açúcar e sal, mel e alguns temperos destemperados... Mas a solução na contramão do tempo, sem lamento ou consentimento. Atrelado no meu sonho de ter um barco há um poder colossal; Ponho no papel – em primeira pessoa – a brincadeira que faço com as palavras.