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Nossa memória

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Nossa memória (30/5/17)

É hora de estabelecer os limites,
Estabilizar os lamentos e mostrar quem a gente é; 
Vejo que vamos organizar os enfeites
E desagoniar o fio de fatos quaisquer.

É tempo de sentirmos e soltarmos o som da viola,
Saltarmos no sol da viela,
Arrumarmos a casa – arruinarmos as corjas
E casar as tampas com os potes de tupperware.

Cerrado, o punho apanha pelo seu lugar na história;
A escória derrotada feito barata na sola do chinelo.
Um sol amarelo e um violoncelo que compõem nossa memória;
No agora, um tudo e um todo escrito em um livro ainda no prelo.

A cachoeira novamente nos convida ao banho,
A água gelada, a limonada, o “não querer mais nada”,
O céu mais limpo e o limo mais verde...
O que se entende de indigente a tender pela tangente.

É hora, agora, e o tempo esculpe...
Desculpe, mas para o trocadilho tem hora;
Em outrora a razão de viver chegou ao cume...
Incólume, agora desce rolando feito bola.

No nosso sonhar há o fogoso olhar curioso
Que faz par com um presunçoso olhar preguiçoso…