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Mostrando postagens de Junho 3, 2017

E foi...

Ele é barco à deriva,
Com pernas já cansadas 
Olhos que veem pouco
A voz que é quase nada.
Mas ainda joga o jogo
Tem asas para o voo
E aposta sempre alto
Num farto salto solto...
Ele pode ser eu
Ser você
E ser todos.

- O que mais a infância deixou-me de saudade
Foi a maneira inventiva de lidar com a vida;
Quando acabava o prazer de comer iogurte
Começava o deleite de falar ao “telefone”.

“O show tem que continuar”
mesmo se a plateia é parca
se o porco de barro está oco
se há cortinas comidas por traças
se o poeta fez pouco.
Sempre haverá saída
pois duas únicas coisas bastam:
o sorriso e o aplauso da pessoa amada
na primeira fila do teatro da vida.

Excelente sábado

O interesse e a adoração caminham de mãos dadas e às vezes trocam as máscaras.

De jeito, deleite
Bom bocado das línguas – dos beijos;
Lençóis de seda
E de penas de ganso.
Os travesseiros...
Doce delícia é nossa doce vida:
A cobiça reflete na minha íris...
É a malícia da sua infalível conquista.

(17/6/13)

Depois da paixão entregue,
Em dezenas de declarações que fiz;
Na beleza das flores enviadas,
Poemas que aos prantos escrevi.

Noitadas ao som de serenatas,
Sob a lua meu melhor beijo em ti;
Peço que sejas enamorada,
Tu me dizes nada sentir?

Depois da façanha de tal ato,
Desvendo num breve estalo,
É só com a arte o meu pacto,
O que havia por ti foi para o ralo.

Sei que o amor acontece aos poucos,
Como flocos de neve em telhados:
É o branco aos olhos dos loucos;
São espelhos da lua dos bardos.

Mesmo assim acredito no perdão,
Que pra ti foi presente sincero;
Quem ama, cultiva com esmero,
E colhe a mais rica emoção.