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Mostrando postagens de Julho 31, 2017

Coração de um ser otimista

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Coração de um ser otimista
No largo lume de caminhos claros Em veias e vias de ruas bem calmas Ao som raro de pianos clássicos Sigo verdadeiro com passos certeiros.
Vejo e invejo as roseiras em alfobres Perfumando os narizes distraídos Adornando em insano colorido O preto e branco das tais tempestades.
E na fotografia afiada da mente Que, enfim, a memória revela Com efeitos e enfeites da primavera Vejo a janela reluzente da realidade.
Risquei do foco o fraco e a tristeza Fiz macro nos suntuosos detalhes Escolhendo e acolhendo os desprovidos na sina Regando o tempo na trama da filantropia.
De cada original gesto altruísta Acode e eclode nova majestosa flor Embelezando os jardins escondidos
No coração colorido de um ser otimista.

Das loucuras

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Das loucuras (línguas largas)

Pode-se sentir o interior em fogo, o gosto na língua,
A saliva apimentada em um descontrole notório.
Claro, no sol nascente; escuro, como todo o tempo...
Descontente ou contente se desembrulha o imbróglio.

Nos sonhos surgem imagens e amores de momentos clichês...
Seriam sãos tais sonhos? Seria só tal assombramento?
Vento ao vento, as velas hasteadas e o barco rumo ao intento,
A maré ajuda sempre quem incorporou o espírito de navegador Chinês.

Misteriosamente vê-se um vazio que se preenche:
Implosão, pirotecnia, autoimposição, arrebatamento...
Mente serena. 

Mostrou a língua para o breu cruel; deu respostas à mente – à frente;
Coisas que levam a exaustão: compreensão e arrependimento...
Mas vale a pena.

Pode-se expandir o que antes era uma inconcebível fresta,
Na absolvição dos pecados e na aceitação de um castigo...
No abrigo dos loucos o andar calmo de quem se aceita;
Na receita do caminho velho, o tempero novo com uma nova aresta.

André Anlub (31/7/17)