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Mostrando postagens de Agosto 7, 2017

Hora do recreio

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Hora do recreio no sofá de uma sala (releitura mista 2013)
Quem será o guardião desse coração Tão intenso, raro e quente?
Nesse vai e vem do povo a cólera passa rente...
Tentando roubar o puro,  Esconder o tesouro,  Cavando um túmulo E matando os loucos.
Tudo se transforma na fala Da saliva da ponta da língua. Na palma da mão que entorna a raiva, Perdendo-se no céu anfitrião.
Sendo o alicerce mais forte, Fez-se o castelo - nasce o coveiro... Que rompe vis elos, Enterra as contendas. Encarcera o faqueiro que insiste no corte.
A verdade mostra para que veio E o ópio evapora na veia. Surge a sorte pisando na morte, Tornando o instante um instante perfeito.
O som é mais ameno, No feliz badalar dos sinos Para a hora do recreio.
O amor é a maior das certezas E mesmo assim acontecem infinitos equívocos.
Não se fala em outra coisa Em todos os lugares: Em bares, ginásios, tablados, Basílicas, praias, boates, Iates, aviões ou carros.
A bola gira, cabelo cai, O amor derrotado. Flecha no peito, faca nas costas, O bobo da corte co…

Inocente e réu

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Inocente e réu (21/12/10)

Andei por caminhos difíceis
(sombrios e íngremes)
Descobri a esperança e o renovar de cada andança
(caridades e crimes)
Peregrinando e observando no caminho
Pássaros que vão e vem
E seus gravetos nos bicos.
Lembro-me de outras épocas,
Ninhos de cantos e gemidos...
Vida de baixos e apogeus.
Ah! sinto saudade, sinto o perdão que outrora não conhecia. Aprendi durante esses anos vividos
A amar e saciar a quem me sacia.
Aprendi a doar-me mais e cobrar menos,
Ser moderno amando o eterno e ser bom aprendiz.
Aprendi a conter minha raiva, ter paciência,
Pisar em ovos e passar feliz.
Nesse caminho, sob a luz da lua, declamo mansinho os Versos teus... 
O vento mexe as margaridas
Campos de trigo - minha vida (baú de amigos).
Em outra vida devo ter sido rei, 
Talvez um nobre, 
Bobo da corte ou um plebeu.
(de nada importa!)
Na paisagem de tua janela, de frente ao lago, o pôr do sol.
E no crepúsculo, ouvindo os sapos, os violinos, clave de sol.
Sinto o toque divino no verde e no azul piscina do céu,

O Desenho

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O Desenho (6/2/10)
Apenas desenhei seu rosto Com sombra e luz, com ar de desgosto, A melancolia que te conduz.
Comecei pelos cabelos: completamente lisos, Tom de fogo na madeira que deixam de paixão A atração em teus vários vestígios.
Os olhos: de pantera, brilhantes, verdes. Esfaqueiam de repente meu desejo, minha quimera.
Boca: não tem igual, toque de refúgio sensual... Se movem em câmera lenta, Cria um desenho na beleza que ostenta.
Depois de pronto fui ao extremo, Beijei ardentemente tua face de papel, Tintas me borraram todo o rosto E por gosto, fui de palhaço ao céu.